sexta-feira, 1 de abril de 2011

Não existe caridade sem verdade!

Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Caritas in Veritate E a verdade é uma Pessoa, JESUS CRISTO!

terça-feira, 29 de março de 2011

CNBB promove 1º seminário para Novas Comunidades

O seminário aconteceu na Casa de Retiros Jesus Crucificado e teve a participação de 35 pessoas.A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou o primeiro seminário para as Novas Comunidades. Estavam presentes bispos e representantes de 14 Novas Comunidades ligadas à organização internacional Catholic Fraternity, entre elas a Comunidade Canção Nova, que foi representada pela cofundadora, Luzia Santiago, pelo formador geral, padre Wagner Ferreira, e pela secretária geral, Vera Lúcia Reis.

Além da Canção Nova, participaram as comunidade Face de Cristo, Sementes do Verbo, Nova Aliança, Palavra Viva, Aliança de Misericórdia, Obra de Maria, Bom Pastor, Mar a Dentro, Arca da Aliança, Shalom, Doce Mãe de Deus, Pantokrator e Comunidade de Jesus.

Luzia Santiago enfatizou a surpresa com que recebeu o convite para o evento. “Sempre foi um anseio não só da Canção Nova, mas das demais comunidades por este diálogo com as Comissões da CNBB”, disse. “Espero que este seminário possa ser um momento para que nos deixemos conhecer, nos revelar, porque é somente conhecendo que se ama e assim podermos trabalhar mais pela evangelização do Brasil”, acrescentou.

Já para irmã Maria Angélica, da Comunidade Sementes do Verbo, receber o convite para participar deste encontro foi como uma “ação de graças”. Para ela, o seminário foi “um chamado para a comunhão, pois na Casa de Deus, que é nossa mãe Igreja, há muitas moradas, cada uma com uma cor, com um formato, mas formamos uma única Igreja”.

O assessor teológico das Conferência Nacional dos Religiosos (CRB), padre Márcio Fabri dos Anjos, disse que a apresentação de cada uma das Novas Comunidades revelou “uma espiritualidade que busca um sentido forte de vida para si próprio, não somente de forma isolada, mas também comunicativa, envolvente, eixo da relação e da alegria com um jeito de vida moderna e pós-moderna simultaneamente”.

“Existem dois inegáveis interlocutores persistentes nestas experiências: os jovens e os pobres. As Novas Comunidades resgatam o amor aos jovens e aos pobres e mostram uma face de compromisso com a mensagem cristã. Há, de fato, um desejo para se chegar aos pobres e aos jovens com uma mensagem de libertação”, observou.

Três questões marcaram a discussão dos participantes: qual a relação das Novas Comunidades com a Igreja diocesana? Quais desafios e dificuldades das Novas Comunidades hoje? O que esperam deste diálogo com a CNBB? Além disso, aconteceu também uma conferência de padre Wagner Ferreira da Silva, sobre a relação entre as Novas Comunidades e as Igrejas locais diocesanas.

Para o Bispo de Santarém (PA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, Dom Esmeraldo Barreto de Farias, este seminário possibilitou que as Novas Comunidades conhecessem melhor as propostas que a CNBB traz para o trabalho evangelizador e, por outro lado, o seminário foi um momento oportuno e eficaz para conhecer melhor a prática das Novas Comunidades.

Já para a membro do Conselho Geral da Comunidade Católica Shalom, Gabriela Dias, este seminário renovou ainda mais o desejo nas comunidades novas de serem colaboradoras dos bispos neste processo de evangelização. Para padre Wagner Ferreira este seminário foi uma grande oportunidade de se viver a comunhão eclesial.

Segundo o Bispo emérito de Catanduva (SP) e referencial do Setor Leigos da CNBB, Dom Antônio Celso Queiroz, “nada substitui a gente conhecer as pessoas, ter uma boa conversa com elas, conviver; enquanto não dermos estes passos não haverá planejamento no futuro, por isso, o encontro foi muito positivo”.

Os representantes das Novas Comunidades foram convidados a participar de uma reunião no próximo mês de abril, junto com o Setor Leigos, visando preparar o Encontro Nacional de Movimentos e Associações Laicais que acontecerá em 2012. Por outro lado, os membros das Novas Comunidades convidaram a representação da CNBB a participar, em julho, na cidade de Fortaleza (CE), do Encontro das Novas Comunidades.

Além dos representantes das Novas Comunidades, Dom Antônio Celso, Dom Esmeraldo e padre Márcio Fabri, participaram do seminário: Dom Celso Queirós (Bispo emérito de Catanduvas-SP), Dom Eduardo Pinheiro (auxiliar de Campo Grande-MS); Dom Bernardino Marchió (Caruaru-PE), Dom Antônio Carlos Altieri (Caraguatatuba-SP); irmã Cleonice Castro, da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); Helena Paludo, da Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS); Laudelino Augusto, presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB); padre Reginaldo Lima, assessor da Comissão Episcopal pastoral para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB, e os três assessores da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, padre Carlos Sávio (Setor Juventude), professor Geraldo Aguiar (Setor Leigos) e professor Sérgio Coutinho (Setor CEBs).


O evento foi promovido pelas Comissões Episcopais Pastorais para o Laicato e para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB e terminou no último domingo, 27, em Goiânia (GO).

domingo, 27 de março de 2011

Ouçam a voz da experiência

■Dizia São Bernardo:
"Fica sabendo, ó cristão, que mais se merece assistir devotamente uma só Missa (na igreja), do que distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a Terra".

■Também disse São Tomás de Aquino:
"O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece à Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens.Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor.A Eucaristia é o milagre supremo do Salvador; é o Dom soberano do Seu amor."

■E São João Maria Vianney disse:
"Agradeçamos, pois, ao Divino Salvador por Ter nos deixado este meio infalível de atrair sobre nós as ondas da divina misericórdia.A Santa Missa é uma embaixada à Santíssima Trindade; de inestimável valor; é o próprio Filho de Deus que a oferece."

■Dizia Santo Agostinho:
"Na hora da morte, as Missas à que houveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa, é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Missa, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados, pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor.Assistindo com devoção à Santa Missa, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo. Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões. Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais, porém, te arrependes; preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam.Diminui o império de satanás sobre ti mesmo. Sufraga as almas do Purgatório da melhor maneira possível. Uma só Missa a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte. Será ratificada no Céu a bênção que do Sacerdote recebes na Santa Missa."

■E São Francisco de Assis dizia:
"Sinto-me abrasado de amor até o mais íntimo do coração pelo santo e admirável Sacramento da Santa Eucaristia e deslumbrado por essa clemência tão caridosa de Nosso Senhor, a ponto de considerar grave falta , para quem, podendo assistir a uma Missa, não o faz."

■Também disse São Boaventura:
"A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz."

■São Lourenço disse:
"Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa."

■E São Jerônimo dizia:
"Nosso Senhor Jesus Cristo nos concede tudo o que Lhe pedimos na Santa Missa; e o que mais vale é que nos dá ainda o que nem sequer cogitamos pedir-Lhe e que, entretanto, nos é necessário. Cada Santa Missa a que assistires, alcançar-te-á, no Céu, maior grau de glória."

■Também Santa Matilde:
"Todas as Missas tem um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo, com uma devoção e amor acima do entendimento dos Anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação da humanidade."

■E afirmava São João Crisóstomo:
"Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de Anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos."

domingo, 20 de março de 2011

Relacionamento a três!?

- Atualmente tem sido muito comum encontrar jovens feridos, insatisfeitos e até decepcionados com o namoro. Que razão pode haver para tanto descontentamento? Será que o amor verdadeiro é uma ilusão?

Na verdade, de uma forma sorrateira, a mentalidade hedonista – da busca do prazer pelo simples prazer – do mundo de hoje tem privado a muitos de conhecer e experimentar a beleza do autêntico amor humano, dom de Deus. Tem feito especialmente nossos jovens chamarem de amor o que não passa de uma frágil atração física. Tem nos ensinado que homem e mulher precisam constantemente medir forças, que temos de tirar algum proveito do outro e mais algumas aberrações... O grande problema é que esse tipo de relacionamento está muito longe do que Deus pensa sobre o namoro e é definitivamente incapaz de satisfazer a alma humana.

Diante disso, queremos lançar sobre esses jovens um olhar de esperança e dizer: é possível hoje viver um verdadeiro amor! Para isso, olhemos, a partir de agora, o namoro com os olhos do Espírito Santo e peçamos a Ele que arranque qualquer vestígio da mentalidade do mundo que ainda possa haver em nós.

Para começar, tenhamos em mente que, se quisermos usufruir as bênçãos e colher bons frutos de um relacionamento, não podemos queimar etapas. A amizade é necessariamente o primeiro passo. Estreitar os laços, conhecer os pensamentos, os valores, as virtudes e também as fraquezas um do outro. Nunca se contentar com as aparências, mas mergulhar na simples verdade do outro. Essa é uma fase muito gratificante, porque temos a oportunidade de descobrir as grandes riquezas do outro e de lhe revelar as nossas. Vale lembrar que é também um tempo propício ao autoconhecimento, imprescindível a qualquer tipo de relacionamento. É a partir daí que o sentimento começa a tomar forma, a amadurecer. Só então a nossa razão, agora livre de paixões enganadoras, poderá ser capaz de enxergar o que realmente sentimos um pelo outro e de fazer uma opção sensata.

E aí? Estamos prontos para namorar? Calma, ainda falta algo indispensável: conhecer a vontade de Deus. É preciso que os dois estejam atentos à sua Santa Vontade e que haja sempre uma partilha sincera de suas orações. O namoro deve estar sempre embasado no Senhor, caso contrário, será algo desordenado, uma busca de ambas as partes de se satisfazerem da maneira mais egoísta: de serem amados e não de amarem (a ordem dos fatores, neste caso, altera o produto); não existirá lugar para a gratuidade, para as delicadezas e para a feliz renúncia em favor do outro. Sendo assim, podemos concluir sem medo: todo namoro deve ser um relacionamento a três. De um lado, o rapaz, com seu jeito próprio de ser se derrama em amor para com a moça. Por sua vez, a moça, com a delicadeza que lhe é peculiar, busca amar o rapaz como ele é. No centro, Aquele que é a fonte de todo amor: Deus!!!

Agora que estamos aptos para um novo tipo de relacionamento, que tal consagrá-lo a Nossa Senhora? Ela será uma ajuda necessária nos desafios do dia-a-dia. Ninguém melhor que a Mãe de Jesus para nos ensinar a viver a castidade, a dar sem esperar recompensa e a perder para que o outro ganhe. Que mulher admirável recebemos como mãe e que cuidado ela tem pelos que se lhe confiam!

Por fim, recordemos sempre que não há maior amor do que dar a vida por quem se ama. Não é isso que Jesus nos ensina?!

Estamos tendo agora, não só o prazer de escrever sobre um tema tão belo para nós e Deus, mas também a alegria de, nas nossas vidas, testemunhar isto. Passamos por cada fase, vivendo cada etapa, vencendo cada desafio. Hoje, ao olharmos para trás, comprovamos a beleza de viver o tempo de Deus para cada coisa. Pondo este mesmo olhar no presente, testemunhamos a vitória do amor humano elevado à caridade de Cristo nas nossas vidas. E no futuro? Bem, o futuro a Deus pertence, mas com certeza ansiamos um dia estarmos diante do altar selando este tão belo amor que teve início numa amizade...

quinta-feira, 17 de março de 2011

A tua vontade



Faze de mim como folha ao vento que se deixa sempre transportar
Mesmo se não sabe, não sabe nunca onde pousará
Faze de mim como água do mar, que se deixa sempre ondejar
Sem nunca saber, sem saber quando retornarão
Porque,ó Deus, o vento e o mar
Ou mesmo o sol, é teu amor!
Porque ó Deus, partir ou voltar
Sofrer ou cantar, é sempre amor.

Faze de mim como neve ao sol, que se deixa acariciar sem temor
Sabendo que depois, depois ao se dissolverá
Porque ó Deus a Tua vontade é sempre amor, és sempre Tu.


http://www.vagalume.com.br/ghislaine-cantini/a-tua-vontade.html#ixzz1GuO4eDHE

Evangelho do dia

Mt 7,7-12
"Pedi e vos será dado! Procurai e encontrareis! Batei e a porta vos será aberta! Pois todo aquele que pede recebe, quem procura encontra, e a quem bate, a porta será aberta. Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pede um pão? Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem! Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Isto é a Lei e os Profetas.



1. Leitura (Verdade - O que a Palavra diz?
Leio com atenção o texto indicado para o dia: Mt 7,7-12. Jesus usa alguns verbos na voz ativa, que me sugerem atitudes dinâmicas: "peçam", "procurem" "batam". E garante-me que, a todas estas atitudes, terei uma resposta positiva. E mais: para garantir que Deus tem cuidado e atenção por nós, usa a imagem do pai que não engana seu filho dando-lhe pedra em lugar de pão. E vai mais longe: se um pai só dá coisas boas a seu filho, muito mais o Pai do céu. Finalmente, recomenda-me fazer aos outros o que desejo que me façam: "Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês".

quarta-feira, 16 de março de 2011

O sexo nos planos de Deus


Acredito que o sexo na visão cristã gera grande dúvidas e polêmicas, por isso nesse tempo da quaresma seja interessante quebrarmos certos tabus. Compartilho com vocês um artigo escrito pelo professor Felipe Aquino.

Deus não quer sexo sem vida, mas também não quer vida sem sexo

Você sabe qual o sentido do sexo no plano de Deus? O sexo une e é benéfico para o relacionamento. Todavia, Deus Pai é categórico ao propor que ele seja feito apenas dentro do matrimônio. O Senhor não inclui em Seus planos a vivência do sexo fora ou antes do casamento. A vivência sexual entre o homem e a mulher tem dois sentidos no plano divino: unitivo e procriativo. O Criador disse para o casal: "Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra" (cf. Gn 1,28), e ela não está cheia ainda. Falta muito para enchê-la e, para isso, o Senhor deu ao casal a vida sexual.

Deus não quer sexo sem vida, mas também não quer vida sem sexo. Ele não quer que se tenha vida sexual e se impeça a vida de acontecer. Vida sem sexo, gerada num tubo de ensaio, gerada por fertilização, inseminação artificial, não está nos planos de Deus. Para que haja o ato sexual deve haver corações abertos à vida. Essa é a dimensão da procriação. Não há nada mais lindo neste mundo do que a maternidade e a paternidade.

O ser humano é gerado pelo ato sexual, o ato da vida. Para o casal, ele é uma fonte de vida, por isso é um ato grandioso e digno. Contudo, no mundo, o sexo encontra-se maltratado, sujo, profanado, prostituído, comercializado e, dessa forma, é comum na mente de algumas pessoas a imagem desse ato [sexo] como algo impuro, ruim.

Não, o sexo é algo belo! Há pessoas que, antes de praticarem o ato sexual, viram o crucifixo de costas, retiram as imagens sagradas do quarto, porque não compreendem a dignidade desse ato.

Além do aspecto procriativo do sexo, resta ainda o aspecto unitivo, ou seja, que une o casal. Deus disse para o casal: "Sereis uma só carne" (cf. Mc 10,8), e esta expressão significa: "Serão um só coração, uma só alma, terão um só projeto de vida, serão um". É o que o Todo-poderoso quer para o casal. Ele quer que, no momento de gerar um filho, o casal seja um. Um pelo ato sexual, que é exatamente a celebração do amor conjugal.

O sexo para o casal é a celebração mais profunda do amor conjugal, o ápice do amor. O sentimento amoroso pode ser expresso de inúmeras maneiras: dando uma flor para a pessoa amada, um abraço, um telefonema quando se está longe... Porém, a forma mais intensa, mais profunda e radical de expressá-lo é através do ato sexual, no qual não estão mais presentes as palavras; estão os corpos, a sensibilidade, os corações entregando-se um ao outro.

Do livro 'A Cura da nossa Afetividade e Sexualidade' - Editora Canção Nova

Felipe Aquino

terça-feira, 15 de março de 2011

O que é a quaresma?


A quaresma prepara os cristãos para a celebração da maior data do ano litúrgico na qual se celebra a Páscoa na Ressurreição do Senhor, em 2011 dia 24 de abril. É. Por isto mesmo, um tempo privilegiado no qual através de uma busca ainda maior da própria elevação espiritual quem foi purificado nas águas batismais procura corresponder ao grande anelo de Cristo. Este, com efeito, como lembra São Paulo: “amou a Igreja e se entregou a si mesmo por ela, a fim de a

santificar, purificando-a com o lavacro de água juntamente com a palavra para apresentar a si mesmo essa Igreja resplandecente de glória, sem mancha, nem ruga, sem coisa alguma semelhante para que seja santa e irrepreensível” (Ef 5,25-27). Donde, segundo o mesmo Apóstolo, o caráter batismal da quaresma: “Uma vez que ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas lá de cima, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (Cl 3,1).

A Igreja é uma comunidade pascal, porque é batismal. O dom da vida nova colocada em cada um pela dileção divina, faz de quem foi batizado uma nova criatura, filho ou filha especial de Deus. É preciso, porém, que cada cristão se torne cotidianamente, na realidade vivida, aquilo que é nas profundezas de seu ser renovado por puro dom do Ser Supremo. Daí a razão pela qual o cristão é chamado a exprimir com uma vida de contínua conversão a passagem para uma existência que o torne sempre mais semelhante ao Redentor triunfante sobre o pecado e a morte. Esforço de fidelidade e crescimento cotidiano que deve marcar cada instante do existir de quem foi cristianizado. A Igreja promove então um tempo de revisão de vida, um retiro espiritual de quarenta dias. Trata-se de se consagrar com mais piedade ainda à oração, à reflexão e à metamorfose de vida. Esta mudança é preconizada no Apocalipse: “O justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais (Ap 22,11). Eis porque durante o tempo quaresmal o essencial não é multiplicar as orações, mas fazê-las com mais fervor ainda, intensificando o pedido pela conversão dos pecadores, daqueles que não observam os mandamentos divinos, não realizando as promessas batismais. Preces ardentes para todos seguidores de Jesus vençam o espírito do mundo, apesar de viverem num clima de civilização do bem-estar e do consumismo. Cumpre, realmente, viver a quaresma numa dimensão individual e comunitária para que se possa comemorar com mais autenticidade e proveito a Páscoa do Senhor. Daí o espírito de penitência que envolve a quaresma que lembra o discurso da mortificação e da renúncia, da luta pela prática de todas as virtudes, de amor ao sacrifício. A penitência quaresmal visa não só estabelecer uma união mais íntima entre cada um e Deus pela abominação, pela repulsa a qualquer pecado, mas ainda pelo arrependimento das fraquezas cotidianas, das pequenas infidelidades e deslealdades entre o nosso eu e as exigências do amor de um Deus três vezes santo. Enfim, o contexto quaresmal leva cada um a retirar todo e qualquer obstáculo ao projeto divino de aperfeiçoamento pessoal perante sua grandeza infinita. É claro que o próprio Senhor quem ilumina e dá eficácia a todos estes bons propósitos, os quais se transformam em ações litúrgicas , ou seja, ação de Cristo e da Igreja em cada um de seus filhos. O documento do Concílio Vaticano II, Sacrosanctum Concilium, ressaltou com ênfase esta dupla índole quaresmal pela lembrança do batismo e o verdadeiro espírito penitencial para que o mistério pascal seja vivido em plenitude (SC 109.) Dentro destas reflexões a Campanha da Fraternidade leva a vivenciar e a assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma, tendo como foco este ano a Fraternidade e a Vida do Planeta. É exatamente a ambição humana, o egoísmo, a falta de sensibilidade para com as maravilhas que Deus espalhou mundo todo que faz a criação gemer em dores de parto (Rm 8,22). Não pode o cristão ficar alheio ao problema das mudanças climáticas, devendo respeitar ao máximo o meio ambiente do lugar em que vive, o que supõe renúncia corajosa a tudo que pode causar qualquer tipo de poluição, inclusive a poluição sonora. Pequenas atitudes somadas ajudam a preservar o ar, a água, as plantas, os animais, a vida nesta terra. Tudo isto supõe também espírito de penitência, porque exige esforço e respeito ao próximo e a tudo que rodeia o cristão, agradecido às dádivas generosas do Criador de tudo.



DE:
Con. José Geraldo Vidigal
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos

domingo, 13 de março de 2011

Você conhece os deveres dos pais para com os filhos?

Estes deveres são: 1º afeto; 2º educação; 3º exemplo:

1º Afeto

Não será preciso insistir muito nesta obrigação primordial, pois Deus fez o coração do pai e da mãe, um tesouro de amor, um escrínio de ternura. Este sentimento, entretanto, seria cego e nefasto, se idolatrasse tudo nos filhos, inclusive as falhas, os defeitos. O amor dos pais deve ser, pelo contrário, esclarecido e inteligente, isto é:

a) sem fraqueza. Não se conceda, aos filhos, o que, porventura, fora prejudicial a seus verdadeiros interesses. Carinhos demasiados, sensibilidade exagerada seriam culposos, e trariam consequências desastradas. Quem sabe amar, sabe punir, é ditado sempre verificado;

b) sem egoísmo. A meta dos pais, o alvo de todos os seus anelos e esforços, deve ser o aproveitamento, o bem e a felicidade dos filhos, e não vantagens próprias;

c) sem predileções. O amor dos pais não pode fazer diferenças. O mesmo para todos. As preferências, que se manifestassem a favor deste ou daquele, provocariam inveja, aborrecimento, raiva nos outros, e assim entraria na família a malquerença, a discórdia.


2º Educação

A educação tem objeto duplo: corpo e alma.Seu fim é desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais da criança.

A) EDUCAÇÃO FÍSICA:
a) Os pais têm obrigação de proporcionar aos filhos a subsistência material. É um dever que se impõe logo no alvorecer da existência da criança. Cabem à mãe, os primeiros desvelos. Ela é quem há de, primeiro, alimentar a criancinha. E não pode falhar à sua missão providencial. Não pode, sem motivo ponderoso, furtar-se ao papel essencial da maternidade: criar, ela mesma, a prole. Quando maiorzinha essa, será o pai mais particularmente indicado para prover ao sustento material da família. Ou melhor, pai e mãe hão de conjugar seus labores, cada um na esfera de sua atividade, para ministrar aos filhos o de que precisam, quanto ao alimento e à roupa, segundo as exigências de sua posição social e as possibilidades de sua situação.

b) Cumpre, além disso, que zelem pelo desenvolvimento das forças corporais de seus filhos, incitando-os a lançar mão, para isto, de exercícios físicos em harmonia com a idade: a saúde do corpo é, com efeito, poderoso fator de saúde da alma (mens sana in corpore sano). É no enrijar dos elementos de resistência do organismo, que os menores habilitar-se-ão a enfrentar os embates da existência, as lutas da vida, e a dobrar-se, serenos e inamolgáveis, às duas leis magnas do sofrimento e do sacrifício.

c) Enfim, precisam acostumar os filhos ao trabalho. O meio mais eficaz, nisto como em tudo, não esqueçam que é o bom exemplo. Trabalhar com afinco, perseverante e aturadamente, muito embora suas posses lhes permitam eximir-se, viver no ócio e nos divertimentos.

B. EDUCAÇÃO INTELECTUAL E MORAL:
Consiste na formação das duas faculdades mais nobres da criatura humana: a inteligência e a vontade, por meio da instrução e da educação propriamente dita.

a) Instrução — É da máxima importância o cultivo do espírito. Antes, porém, de encaminhar os filhos neste ou naquele ramo, de enfronhá-los nestas ou naquelas ciências, os seus mentores hão de levar em conta, os gostos e as aptidões dos pequenos. Do contrário, teriam, mais tarde, de curtir amargas decepções, cruéis e irremediáveis desenganos. Devem descobrir e auxiliar os planos divinos; logo indagar da vocação dos filhos, favorecê-los de toda a maneira, abstraindo por completo dos interesses mesquinhos, ou de estultos sonhos de megalomania.

b) Educação — Por mais alevantado que seja, o valor da instrução, ela seria vã, balofa, e até extremamente prejudicial, se não ombreasse com ela, emparelhando, a educação. É pérola preciosa, um espírito acepilhado. Jóia de mais fino quilate, porém, a vontade reta e forte, o caráter adamantino. Consegue-se esta lapidação lenta, pela persuasão, pela autoridade, pela influência moral de todas as horas. Exige, dos pais, o cumprimento escrupuloso de dois deveres de relevância suma: vigiar e corrigir.

Vigilância — Vigiar, é prevenir o mal; é espantá-lo, antes que apareça; é destruí-lo no germe. Os pais, para isso, hão de remover tudo quanto pudesse ser estorvo ou tropeço para a virtude dos filhos; más companhias, livros e jornais, que desrespeitam a fé ou os costumes. Hão de ensinar-lhes com paciência inesgotável, os nobilíssimos princípios do dever, do sacrifício, da honra, da dominação dos ímpetos e do gênio.

Correção — Não bastará sempre a vigilância. Será preciso corrigir. Corrigir, quer dizer endireitar, trazer os filhos ao rumo certo, quando se tresmalham: tarefa melindrosa, porque beira dois excessos opostos, funestos por igual: indulgência demais, ou demasiada severidade. De um lado, uma repreensão fraca é quase incentivo para reincidência. De outro lado, a autoridade despótica é fonte de desgostos, dá resultados contraproducentes. Pior do que tudo, talvez, o passar de um extremo a outro, do rigor ao relaxamento: é desmoronar rápido e fatal de toda a obra. A arte de mandar está na união prudente da mansidão com a firmeza. Pouquíssimas vezes, se deixará que a coação unicamente force à obediência, os educandos. É preciso, certamente, domar e disciplinar a vontade, nunca oprimí-la.

Acima, e antes de tudo, deve ser religiosa a educação. Infelizmente, não é penhor infalível do triunfo da moral, a educação religiosa. Mas, a experiência secular mostra que é erro colossal, separar da religião a moral, e que a educação divorciada da religião acarreta, logicamente, o divórcio da moral. Portanto, que os pais mandem batizar os filhos, quanto antes. Ensinem-lhes, desde o despontar das faculdades, os nomes de Jesus e Maria, as orações, os rudimentos da fé. E mandem-nos a escolas católicas. Caso não seja possível, a frequentação dessas escolhas, impende-lhes a obrigação inelutável de suprir, por si ou por meio de catequistas, o ensino religioso que a escolha leiga não ministra.

3º Bom exemplo

Ainda que se esmerassem, com todas as veras da alma, os pais, na educação dos filhos,não surtiriam efeito bom, todos estes empenhos se viessem desacompanhados do exemplo.Palavras sem exemplo, diz o grande Vieira, são tiros sem balas. De fato que fruto lograria quem pregasse a virtude, encomiasse a oração, a assistência à missa, a fidelidade às leis da abstinência, o cumprimento do dever da comunhão, não praticando ele próprio, nada disso?”
_____________
(Boulenger, “Doutrina Católica — Manual de Instrução Religiosa”, (2a. parte). Coleção de livros didáticos (F.T.D.) – Livraria Francisco Alves, Paulo de Azevedo & Cia., Ltda., São Paulo, 28-2-1955. Págs. 73 a 76. Tradução de Mário Bachelet


Extraído do Blog do Carmadélio <> >

quinta-feira, 10 de março de 2011

Um novo início

Hoje pela manhã após uma serie de fatos estava me perguntando qual era a utilidade desse blog. Escrever pra que, quem? Pra mim mesmo foi a resposta que eu encontrei. Daí tomei a decisão de mudar o rumo.

Se é pra escrever pra alguém que seja alguém que responda.
Se é pre escrever algo, melhor escrever algo útil.

Então decidi escrever poesias, contos, frases declarações para quem realmente dá valor, pra quem realmente lê. DEUS!

Esse blog tomou um novo rumo, será um canal para escrever sobre filmes, mensagens, fatos, notícias do mundo cristão.
E quando não tiver nada disso, postarei a mais bela notícia, a Palavra de Deus.

E assim meu coração vai postar e se alegrar, sem nenhuma angústia de quando será o proximo post ou se terá alguém escrito.

"Bendito seja Deus que ouviu minha súplica" sl 27, 6










Ps.: Essa será mais uma prova do quanto você lê ><> Olha a data tá!